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8 Comentários

  1. Aí está...! Um grande poema e pequeno tanto, que pode ser transportado num lenço dobrado e no bolso acariciado, quanto prover.
    Gosto muito e...aquelas gotas no vazio da vidraçaria, em escada descendente, mais parecem lágrimas da gente.
    Esse espaço está lá, belo, ao toque do coração (com a mão).
    Um bj, Amiga.

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    1. Disseste "ao toque do coração (com a mão)"... o frio no vidro sobre os dedos era o único elo para sentir, físicamente, a noite que gritava e se acendia lá fora. Pelo toque frio nas mãos, a noite escura escorreu e iluminou um relâmpago no coração.
      Abraços, Amigo.

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  2. Virges, teu teclado deu defeito. O meu deu isso uma vez eu mergulhei dentro dagua para lavar o teclado mas não melhorou não, acho que eu tinha que ter desligado da tomada. Beijo

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    1. Um defeitinho proposital...Poético... Intencional rsrs.
      Abraços

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  3. Nos misturamos à noite, à chuva, faz-nos pensar na transformação em nós depois de uma tempestade. Em nós, o lavar por dentro junto a esperança. Beijo Paloma!

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    1. O verbo 'chover' é um dos que mais amo. Sei que é impessoal, mas desejo a possibilidade de chover como o céu. E ver a tempestade, senti-la sob os dedos escorrendo por dentro, renovando, transformando... É indescritível, é incomparável.
      Um terno abraço, Milene.

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  4. Que insight maravilhoso tiveste, de fazer correr pela 'parede' dos nossos monitores aquelas gotas de vazio que, como trovões e relâmpagos dentro de ti, e lágrimas na vidraça das janelas dos teus olhos!... Que poema belíssimo! Que coração precioso em sensibilidade! Perfeito. Bellissima. Un abbraccio

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    1. Um insight, exatamente isto! Foi uma inspiração tão repentina, mas incrivelmente intensa. Estava absorta em meus estudos, com música nos fones não vi que uma tempestade lavava tudo, até que minha irmã comentou sobre a força da chuva... amo a chuva, foi inevitável não me aproximar da janela, contudo, não fui para a janela da sala como minha irmã, fui para o meu quarto, e olhei pela fresta da cortina, por lá fiquei. Por lá me fiz tempestade como o céu, com gotas na vidraça e relâmpagos. Por lá peguei meu caderno de rascunhos, e ganhei esse poema.
      Um abraço!

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