Como um sol

Essa brisa gélida que toca o rosto é o presságio do inverno que vem chegando. Mas esse inverno está diferente, estou diferente, descobri um sol em mim. Lá fora pode até fazer frio, garoa, geada, mas em mim o céu brilha.
 É que eu descobri
o meu sol
o     eu sol
 E me aqueci por inteira, de dentro pra fora, descobri que sempre estive aqui, que o sol sempre brilhou em mim, mas o céu anuveado das circunstâncias não me permitia me ver. Mas tudo mudou quando assoprei um vendaval no interior, e baguncei tudo para depois organizar, me encontrei em meio a minha bagunça, e ao reconstruir o que o vento derrubou fiz o meu teto de vidro, e tirei as pilhas do relógio ao meio-dia.

Bárbara Paloma

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2 Comentários

  1. É um poema muito belo.
    'Essa brisa gélida que toca o rosto
    é presságio de inverno que vem chegando.
    Mas
    esse inverno está diferente,
    estou diferente,
    descobri um sol em mim.

    Lá fora pode até fazer frio,
    garoa, geada,
    mas em mim o céu brilha.

    É que eu descobri o meu sol,
    o eu sol!...'

    O que tocas vira poema. O que falas, vira poema. Estou aqui pensando como será o teu passar de manteiga num pão, e o teu adoçar um achocolatado (sorriso). Será também poema! Deveras! Decerto que é.
    Há, sim, dentro de nós, esse sol, essa estrela que não sei se de quinta grandeza ou primeira, mas, de uma forma ou de outra, essencial, vital, fundamental.
    Deveras, há furacões, tufões, ventos em nós que desarrumam e arrumam.
    Há momentos em nós tais quais tetos de vidro, para deixar a luz do sol entrar!
    Belo, belo, belo esse trem teu!
    Abraçossssssssssssssss de teu fã

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    Respostas
    1. Confesso que estou há algum tempo lendo e relendo o que escreveste, tentando encontrar as palavras que possam traduzir a alegria que tu me causa! Quem me dera ser toda poesia... um dia quem sabe chegue a tal ponto, mas admito que ela (a poesia) ocupa grande parte de mim. O que fizestes com meu texto foi incrível, pois quando o escrevi não havia imaginado coloca-lo em forma de poema, mas tu meu amigo, que me enxerga a poesia de dentro, percebeu os versos que poderiam nascer. Só um poeta pode ver a poesia na prosa do outro.
      Há de recebe-lo como um presente agora!
      Sou tua fã! Grande abraço!

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