Bailarina

16 fevereiro 2017



A garotinha que sonhava em ser bailarina,
aprendeu a se equilibrar nos sonhos
e girar, e girar, e girar...
No fluir da vida que sempre recomeça.

A garotinha que sonhava em ser bailarina,
aprendeu a dar saltos leves,
de graciosas palavras
como se por alguns instantes voasse...e voava.

A garotinha que sonhava em ser,
não foi bailarina.
Cresceu pura poesia!

E prendeu a dançar com as palavras.
Bailarina dos versos, não tem sapatilhas,
mas ainda anda na ponta dos pés...

 Bárbara Paloma


6 comentários:

  1. Ah, que poesia bonita! Imagino que meninas ainda criança também adorariam embalar-se na tua poesia! Lembro da primeira poesia que decorei que tinha esse mesmo título do teu escrito. Eu estava na primeira série do fundamental em 2001 quando encontrei no meu livro didático o poema A Bailarina de Cecília Meireles, embora eu não tivesse relação com a leitura ou com a poesia escrita eu gostava do poema. Tua poesia me lembra um clássico da literatura infantojuvenil. Adorei!

    Abraços

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    1. Que linda lembrança o teu comentário me trouxe!! 'A bailarina' de Cecília, assim como 'Leilão de jardim', foram poemas que me cativaram ainda muito pequena. Minha mãe é professora e me ensinou esses poeminhas quando estava aprendendo a ler. Também tive a mesma impressão quando terminei de o escrever, um poema leve, de inocência, e significado. Os sonhos infantis nem sempre se realizam da forma como se espera. Tinha me esquecido que um dia sonhei ser bailarina, e escrevendo descobri que poderia ser de outra forma.
      É sempre bom tê-la aqui!
      Abraços

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  2. Belíssimo soneto. Belíssimas metáforas. Andas nas pontinhas dos dedos sobre o teclado e produzes solos de ballet inesquecíveis, saltando na leveza de tua alma delicada sobre as teclas e produzindo em conjuntos formidáveis de letras, palavras que tocam nosso coração. És bela. Un abbraccio, un bacio

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    1. Tuas palavras me enchem de alegria!
      Esse foi um daqueles poemas que nascem em um instante de inspiração incomum... Andando descalça pela cozinha percebi que andava nas pontas dos pés, que isso me acompanhava desde de criança, que um dia quis ser bailarina, e os versos começaram a rodopiar!Já viu garotinhas dançando balé? Alguns errinhos aqui outros alí, simplicidade e inocência, mas tão lindo de se ver. Esse poema foi assim, sem complexidade, leve e inocente.
      Obrigada por tuas palavras.
      Um abraço e um beijo!

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  3. Mandou bem a gente nessa vida tem que dançar conforme a música senão a gente dança. Ou sei lá. Mais bailarino eu passo a vez põe meu nome dentro da lista dos que estão fora. Agora eu danço criando textos incríveis, fantásticos, felomenais. Agora poesia eu ainda não deslanchei, eu só escrevi uma que eu não sei se eu já te disse, ela é: lá em cima tem um tiro-liro, liro, cá em baixo tem um tiro, liro, lá agora eu não sei como eu prossigo, essa parte me exigiu três anos de meditação. Abraço

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    1. Cada um dança como pode não é mesmo? Não fui bailarina, e nem danço bem... Mas com as palavras é diferente, em versos sei dar meus saltos rsrs.
      Abraço!

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Críticas são bem vindas, e elogios sempre serão.
Abraços...

 
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