Eu chovo, e tu? Choves?

12 dezembro 2016


Amo os dias que chovem! Aquele frescor de vida lavada que fica em tudo que se molhou é vivo, é belo.
"Chover" é verbo impessoal, aprendi nas aulas de português. Que pena! Queria eu poder dizer que "chovi hoje pela manhã e agora estou com ares de vida lavada", que bonito seria!!
Bem, não sei  se "tu choves" ou se "ele chove", mas de agora em diante usarei de minha licença poética, e direi que "eu chovi", e pretendo "chover" sempre que as circunstâncias da vida escurecerem meu céu!

É preciso deixar chover, deixar que nossas nuvens carregadas desaguem pra lavar as casas, os caminhos, as flores do nosso ser. É preciso deixar chover para clarear o nosso céu.

Quero alma lavada!
E tu, choves?

Bárbara Paloma

5 comentários:

  1. Somente tu poderias criar a pessoalidade desse verbo tão poético. Bem pode ser o verbo mais poético de todos eles - então, como haveria de ser meramente impessoal. É belo demais para isto. Não apenas tu desejas alma lavada - não desejo outra coisa mais que isto. Não apenas tu choves, também chovo, não sei se outra chuva ou a mesma chuva que tu choves: essa vontade de felicidade incomensurável transbordando, desaguando de nós, formando e alimentando rios de sonhos procedentes da nossa alma. Rigorosamente, absolutamente tudo que tu fazes, que tu escreves, que tu crias, é completamente belo. Deveras. Abraçossssssssssssss

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  2. Infelizmente, meu primeiro comentário aqui não apareceu. E não hei de recordar-me das palavras como as escrevi. Tentarei de uma segunda forma.
    Tu és essa mágica cujos dedos, com teclados de condão, fazes o truque de encantar nosso coração com descrições perfeitas e antes impensáveis do belo.
    Transformas o impessoal verbo chover num verbo tremendamente pessoal, profundamente humano. Como pudemos passar tanto tempo sem percebê-lo?
    Tu choves poesia, e transbordas sentimentos em nossos corações encantados. Choves quando o céu escurece, trazendo-nos esperança, e choves quando o sol brilha, trazendo-nos o colorido da alegria.
    Decerto que também chovo, decerto que minha alma também encontra chuva que a lave na reciprocidade de uma amizade inesquecível, por exemplo. Chovo no que tu és e no que tu significas.
    Tu és. Tu és mágica.
    Abraçossssssssssssss

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    1. Luc,
      Sei que es tu, ainda que o comentário esteja anônimo, e acredito que por isso e por alguma configuração do blog teus dois comentários foram para a caixa de spam. Mas eu tratei de logo tira-los de lá.
      Não tenho palavras pra descrever o que senti com teu comentário, hoje meu dia foi marcado por algumas lágrimas de tristeza, mas tu com tuas perfeitas palavras me transbordou de lágrimas e sorrisos de amizade, encanto, ternura e tantos outros sentimentos que não posso traduzir. Chovi com tuas palavras! E que bela chuva, daquelas que nos encanta com um repentino arco-íris!
      Querido amigo, és sempre bem vindo aqui!
      Abraçossss

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  3. Eu sei que tem o lado de poesia, isso é legal. A chuva em si eu não gosto ou, sei lá, talvez eu goste um pouco. Eu não chovo, eu faço sol. Abraço

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    1. Oi Lucas! Fazes sol sim! Não te conheço, mas imagino que sejas uma pessoa tremendamente alegre e divertida, sim, de certo és como um dia de sol. Dias de sol são repletos de alegria, assim os vejo, não sei olhar para um céu limpo de outra forma. Mas os dias chuvosos também têm sua beleza, e o momento após a chuva, em que o céu começa a se alegrar, e a vida parece "lavada" é o mais belo em minha opinião.
      Um grande abraço meu amigo!

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