O sol


Essa brisa gélida que toca o rosto
é presságio de inverno que vem chegando.
Mas
esse inverno está diferente,
estou diferente, 
descobri um sol em mim.

Lá fora pode até fazer frio,
garoa, geada, 
mas em mim o céu brilha.

É que eu descobri o meu sol,
o eu sol!
E me aqueci por inteiro, de dentro pra fora, 
descobri 
que sempre estive aqui, 
que o sol sempre brilhou em mim, 
mas o céu anuviado das circunstâncias 
não me permitia me ver. 

Mas tudo mudou quando assoprei 
um vendaval no interior, e baguncei tudo 
para depois organizar, 
e me encontrei em meio a minha bagunça, 
e ao reconstruir o que o vento derrubou 
fiz o meu teto de vidro, 
e tirei as pilhas do relógio 

ao meio-dia.

(Ao poeta Marco Lucca

Poema que dou de presente a um querido amigo que viu a poesia em minha prosa, e a colocou em versos. 

Luc, só um poeta enxerga o outro assim!
Abraçosssss

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2 Comentários

  1. Bárbara, eu sou grato, muitíssimo, por teu presente tão belo! Não fiz mais que perceber que tinhas transformado o poema inicial de teu pensamento num belíssimo texto em prosa. E saí fatiando-o de volta, em todos os versos que se repartiam aos meus olhos. Contudo, há um pequeno pecado no que fiz, e eu o confesso agora! Eu estava sem tempo, corrido, com doze comentários por fazer, e transportei apenas a primeira parte do texto para a forma em versos! Isso foi um pecado com o teu poema, que é belíssimo completo. Eu não pretendia versejar somente a primeira parte... - foi a pressa! Perdoa-me.
    Não sei se me darás a honra de editar aqui mesmo, e colocar sob essa belíssima imagem, o poema inteiro, mas a parte final é esta:

    E me aqueci por inteiro, de dentro pra fora,
    descobri
    que sempre estive aqui,
    que o sol sempre brilhou em mim,
    mas o céu anuviado das circunstâncias
    não me permitia me ver.

    Mas tudo mudou quando assoprei
    um vendaval no interior, e baguncei tudo
    para depois organizar,
    e me encontrei em meio a minha bagunça,
    e ao reconstruir o que o vento derrubou
    fiz o meu teto de vidro,
    e tirei as pilhas do relógio
    ao meio-dia.

    Eu não sou poeta, não sei compor poemas, não sei escrever versos. Quem me ensinava não completou as aulas. Mas eu sei ver uma alma-poesia e sei ver toques poéticos por todo canto. Tu a tens, e teus toques são. Abraçosssssssssssssssss, miguxinha querida

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    1. Claro meu amigo! Eu que ficarei imensamente feliz em edita-lo e torna-lo ainda mais belo por estar completo!

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