Distração

Dos rabiscos enquanto estudava (ou devia estudar).
Eu me distraio fácil, dos rabiscos às nuvens tudo me tira a atenção, me faz voar e sonhar. Tenho "alma borboleta", penso eu, que de uma flor a outra vai se distanciando de onde estava e batendo as asas se deixa levar pelas flores que vê. Minha alma também é vento, hora brisa, hora ventania, e a borboleta vai voando, voando leve, até que os olhos despertam para fora, e ai eu vejo a sala, os cadernos sobre a mesa, o barulho da rua, o lápis preso entre os dedos, para onde foi a borboleta?
Parece que voltou pro casulo.

Bárbara Paloma

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2 Comentários

  1. Muito belo, minha querida! Que arrebatamento! Que voo! Que libertação, ou, como diria Bandeira, que libertinagem! E então, de repente, a castidade de uma metódica estudante e seus compenetrados cadernos de estudar... Sabes, dei-me de pensar que, se do lado de cá está a razão e o cotidiano, e do lado de lá está esse tudo poder, tudo imaginar, brisa, vento, ventania... – bem valia a pena ir lá, sempre! Então, se tudo te tira a atenção, e se vais lá sempre – és tão bem-aventurada como o mais fértil dos sonhadores gostaria de ser. E penetrando neste pensamento, concluo que, por sonhares sempre, tu és o sonho que todo sonhador gostaria de ser...
    Pronto, agora também acordei, e estou na frente do computador, postando-te isto!
    Abraçossssssssssssssss

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    1. De certo que meus vôos são um tipo de arrebatamento, do tipo que nos tira do agora e leva a alma para lugares longínquos, distante do barulho da vida, das preocupações daqui.
      Me deixo voar para que a alma possa ser sempre leve, mesmo quando (e principalmente quando) o fardo da rotina pesa.
      Abraços, é sempre bom tê-lo por aqui!

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