Partir

20 janeiro 2016

Partir, é um verbo triste, lembra saudade, lembra aquilo que se foi pra longe do nosso alcance. Mas acabei por perceber que nem sempre deve ser assim. Percebi que é certo quando deixo partir aquilo que (ou quem) não me traz paz pra ser leve, que não me faz crescer, é certo abrir mão dos nós que me prendem. Aprendi que por vezes é preciso desistir dos entulhos que pesam a alma, da névoa que cobre as estrelas e as coisas belas. Sabe o que me veio agora? se eu deixar ir o que não me pertence, pode ser que eu encontre o que sempre foi meu. Bem, eu quero ser feliz e ter a alma leve, sendo assim, não é ruim dizer que desisti. 
Então, adeus!

Bárbara Paloma

6 comentários:

  1. "É certo que venha a partir tudo o que não nos faz andar, crescer ou sorrir." O que mais desejo é ser feliz com alma leve, também. E, sendo para ir embora o que nos atravanca, que vá. Fomos chamadas para sermos livres!

    Belo texto
    Bjs!

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  2. Oi Jéssica, que bom tê-la por aqui! Assim como algumas circunstâncias que vivi recentemente, essa música em especial me ajudou a entender que deixar partir é por vezes necessário!
    E sim, fomos feitos pra ser livres, livres daquilo nos segura ás margens do que podemos vir a ser, livres daquilo que nos impede de alcançar o que o "céu guardou pra nós", livres pra voar sem cordas a nos prender ao chão.
    Um abraço terno, e te aguardo mais vezes no meu cantinho!

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  3. Partir...
    Penso três coisas sobre esse verbo:
    1. Nosso coração, por predisposição, 'abarca', verbo do extremo oposto de partir. Queremos tudo e todos ao redor. Temos uma indisposição natural contra 'partir'.
    2. Nossa realidade não comporta todos que queremos abarcar. Ainda que ninguém nunca partisse, teríamos que escolher maior proximidade de alguns em detrimento de outros. Isto não chega a ser deixar partir, mas nos entristece, e não há o que fazer.
    3. Alguns 'têm' que partir, isso faz parte da vida. É extremamente doloroso, quando eles somam. Mas precisamos aprender essa duríssima lição.
    Quando alguém não soma, o melhor pensamento é justamente o que tu de forma poética e brilhante colocaste: se aquele não partir, o nosso melhor não tem oportunidade ou espaço para chegar.
    Perfeito!
    Amo teus escritos.
    Abraçosssssssssssssss

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  4. Tal indisposição natural contra deixar partir é o que torna tais despedidas tão difíceis. Mas com coragem é possível "desconstruir" (como tu uma vez escrevestes) aquele beco sem saída para que possamos deixar partir, o que não acrescentar.
    Um grande abraço Lucas! Aprecio sempre tudo que escreves!

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  5. Há certas partidas que são necessárias para o nosso crescimento. Já outras, deixam uma saudade infinita. Além daquelas que a gente não compreende no primeiro momento. A vida é feita de ciclos e, uma hora ou outra, vamos ter que encarar essas partidas. Gostei do seu texto. Beijinhos.

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    Respostas
    1. Que bom que gostou! É um prazer te-la por aqui. E sim, a vida e seus ciclos nos coloca diante de partidas que nos são impostas , ou nos são propostas. As impostas, são aquelas inevitáveis, as quais doem por não compreendermos e são estas que temos que aceitar. As propostas são aquelas em que nós decidimos por deixar partir, estas doem por exigir coragem, força, desapegos que muitas vezes não queremos dispor. O que importa é que ambas devem ser encaradas e ambas nos ajudam a crescer de certa forma.
      Um grande abraço, espero vê-la outras vezes aqui!

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Críticas são bem vindas, e elogios sempre serão.
Abraços...

 
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