A noite calma...

A noite calma se agitava dentro dela, e com os olhos postos na janela , buscava o motivo inquietante que afastava seus sonhos. Não estava frio, muito menos quente, o morno sim defina o que sentia, e abraçada ao travesseiro lembrou dos dias mornos de quando era criança, aquecidos pelo leite quente com canela que o pai fazia.  E então, de pés no chão e alma tranquila, levantou-se a passos leves na ponta dos dedos, pra não acordar a saudade, e seguindo a receitinha que guardava da infância, acalmou o coração com aquele gosto tão familiar de abraço de pai e colo de mãe.
Bem, ela foi dormir aconchegada em sonhos tão leves quanto seus passos, mas a saudade não importou o silêncio que fez, essa acordaria de qualquer jeito, foi só sentir o cheiro doce da infância que acordou e por ali mesmo ficou.

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2 Comentários

  1. Extremamente poético. Tenho tido muitas e muitas noites mornas, carregadas de leites e canelas de todos os tipos, formas, sabores, cores e aromas! Se há algo que apetece nossos momentos de melancolia, saudade, lembrança perfumada, morna ou calorosa, são os pequenos atos que se tornam pontes entre o hoje e aquele sonho repentino que nos veio em forma de lembrança! Belo, belo, muito belo! Estava com falta de ler-te. Abraçossssss

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  2. "os pequenos atos que se tornam pontes entre o hoje e aquele sonho repentino que nos veio em forma de lembrança!" que bonito pensamento Lucas, belíssima forma de se descrever algo que nos traz lembranças. Fico feliz em saber que sentia falta de ler meus textos, mostra que o que escrevo toca em alguém e isso me encanta! Um terno abraço.

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