Esperança

18 julho 2017

A moça na janela
Cortina de renda acarinhando os braços
Violeta é companhia, em vasinho de barro meio rachado
Nos dedos, os negros cachos,
Sossegada cascata que o vento aprendeu a desarrumar
Seus ombros baixos, sustentam a leveza do afeto
E a mão no queixo quase encobre seu quase sorriso
No horizonte os olhos brilham em espera, e se perdem ao piscar
Se perdem ao contar as horas, os dias, as nuvens, as flores, as batidas do coração
Seus ombros baixos, agora mais baixos, envoltos na negra cascata
Sobre a mão, o sorriso já é quase suspiro. Doce espera
E ela, dorme
A moça na janela.
Bárbara Paloma



Orgulhosa ilusão

16 julho 2017

Hoje pela manhã, lendo textos na internet me deparei com a seguinte frase:

"(...) as teclas de hoje são os parafusos dos tempos modernos."

Logo pensei: "Quanta verdade! As pessoas vivem para suas redes sociais e se esquecem de viver. Se Chaplin fizesse o filme hoje talvez esse seria o tema. Nunca fui de "viver nas redes sociais", uso bem menos que maioria dos meus amigos". 
E com esse pensamento, convencida de não fazer parte desse imenso grupo que possui as "mãos presas nos parafusos", orgulhosa em minha própria ilusão... levei o meu dia, um preguiçoso domingo regado a sono, uma biografia da Clarice e um pouco de Hitchcock, quase nada de redes sociais. Ao fim do dia saí na sacada e vi um lindo pôr do sol tingindo o céu de cores que enchem os olhos e o coração... Peguei o celular, abri o instagram, tirei uma foto linda, virei as costas e entrei pela porta... Dois passos para dentro de casa e a verdade me atingiu em cheio, minha orgulhosa ilusão estilhaçada me mostrou que sim, ainda tenho minhas mãos presas aos parafusos desta modernidade.
Desliguei o celular, voltei para a sacada, e por lá fiquei, quanto tempo não sei, não quis ligar o celular para ver a hora. A foto? Deletei. Aquele pôr do sol, naquela sacada, naquele instante único, era meu e de ninguém mais.

Entenda, não digo que é errado postar uma foto bonita de algo belo, mas que antes disso, os olhos tenham absorvido ao máximo o momento, e que só depois de talhado na memória, ele venha a ser compartilhado no instagram, por exemplo. Não é errado ter uma rede social para manter contato com pessoas que estão longe, mas que isso não nos leve a afastar os que estão perto. Que não façamos da nossa felicidade uma foto com filtros, legendas pensadas e likes. Isso é muito raso para o que vida é.

Que aos poucos possamos aprender a viver nestes tempos modernos. Amém!

Bárbara Paloma

P.s.: O texto que li foi no blog Um sofá, recomendo que leiam, é excepcional!

Quando...

11 julho 2017


Quando meus pés encontrarem teus passos,
e os meus olhos virem, abertos,
o que, fechados, em minh'alma vêem.
Quando em teu olhar me perder,
e perdida, me encontrar em tua certeza.
Quando em nosso silêncio se fizer melodia,
e em nossas palavras não ditas se fizer poesia.
Quando em nossa paz encontrarmos morada,
e em tua vida se firmarem as raízes da minha,
saberei que és, saberei que sou.
Quando, quando, quando...
tudo, em resumo, a minha alma tocar a tua
Saberei que é, e sempre foi, amor.


Bárbara Paloma

Há Valor na Vida

28 junho 2017


Ei! Como você está? 
Tá difícil?... Senta aqui e vamos conversar!
Ali em baixo tem meu endereço, pode me mandar uma mensagem, não sou a solução, mas posso ser amiga. Se quiser te empresto meu sol. Às vezes tenho céu anuveado também... Mas isso não é problema, a gente chove juntos. O importante é que você não precisa carregar tudo sozinho(a). 
A moça do blog tá aqui, ou melhor, aí do seu lado se precisar. 
Tua vida tem valor!

Abraço carinhoso, Bá.

barbarapaloma.baah@gmail.com

Setembro em Junho 
 Prevenção ao suicídio.
Por K.

Quando dois olhares...

21 junho 2017

178º Aniversário de Machado de Assis


"Quando dois olhares andam a falar entre si todo o mundo fica aniquilado para os olhos que os desferem; parece-lhes que têm o direito e a necessidade de viverem de si e por si."
Trecho de 'A pianista' 
de Machado de Assis

Viagem

18 junho 2017


16.06.17 - Serranópolis de Minas - MG
Os olhos, no horizonte
Na mente, memórias
De pessoas, a poesias
De músicas, a histórias
Viagem.

Azul, Azul...

15 junho 2017

15.06.17 - Porteirinha - MG
Como não se alegrar sob um céu azul,
 que dança ao vento,
 sob o outro céu azul?!

Céu, chuva e cores

05 junho 2017

17.05.17 - Montes Claros - MG
O céu, às vezes, revela cores escondidas.
Por pouco tempo.
Enquanto há chuva e há sol,
enquanto chora, mas sorri.
E sincero se colore.
Viste o arco íris?
Quem corre da chuva, se esconde,
e não olha para cima,
perde o mais bonito, perde o colorido.
Perde o presente do Céu.
Céu
   Eu
Outra vez aquela licença da moça...*
Se céu eu sou,
Carregada de estrelas,
Que chove quando a alma quer
Por que não me colorir também?
Em arco íris me revelar.
Sorrir ao transbordar.
Levanta os olhos moço,
Para ver as cores do céu!

Viste o arco íris?


*Já escrevi por aqui sobre me encher de estrelas, sobre meu desejo de "chover" como o céu e em minha a licença poética, fazer da chuva um verbo pessoal:



 
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