Quando dois olhares...

21 junho 2017

178º Aniversário de Machado de Assis


"Quando dois olhares andam a falar entre si todo o mundo fica aniquilado para os olhos que os desferem; parece-lhes que têm o direito e a necessidade de viverem de si e por si."
Trecho de 'A pianista' 
de Machado de Assis

Viagem

18 junho 2017


16.06.17 - Serranópolis de Minas - MG
Os olhos, no horizonte
Na mente, memórias
De pessoas, a poesias
De músicas, a histórias
Viagem.

Azul, Azul...

15 junho 2017

15.06.17 - Porteirinha - MG
Como não se alegrar sob um céu azul,
 que dança ao vento,
 sob o outro céu azul?!

Céu, chuva e cores

05 junho 2017

17.05.17 - Montes Claros - MG
O céu, às vezes, revela cores escondidas.
Por pouco tempo.
Enquanto há chuva e há sol,
enquanto chora, mas sorri.
E sincero se colore.
Viste o arco íris?
Quem corre da chuva, se esconde,
e não olha para cima,
perde o mais bonito, perde o colorido.
Perde o presente do Céu.
Céu
   Eu
Outra vez aquela licença da moça...*
Se céu eu sou,
Carregada de estrelas,
Que chove quando a alma quer
Por que não me colorir também?
Em arco íris me revelar.
Sorrir ao transbordar.
Levanta os olhos moço,
Para ver as cores do céu!

Viste o arco íris?


*Já escrevi por aqui sobre me encher de estrelas, sobre meu desejo de "chover" como o céu e em minha a licença poética, fazer da chuva um verbo pessoal:



Dá-me vida

29 maio 2017

O que desejo?
O que é intenso, eu diria.

Ouça-me Vida,
dá-me, por favor, intensidade a ser vivida.
No abraço, no sorriso, no toque, no olhar.
Nos encontros e acasos.
Nas músicas que ouço,
E nos passos soltos, que dou ao dançar.
Dá-me, Vida, mais intensidade
nas palavras que digo, que ouço, que sinto,
no silêncio que grito.
Nesse coração que sente intenso,
que se enche de sol e de céu,
que também chora e se derrama.
Dá-me, por favor, intensidade!
Pois, se de poesia me é feita a vida,
de que vale viver em cores fracas?
Em cores ralas, e beleza pouca?
Dá-me, Vida, intensidade.
É só o que te peço...
Dá-me vida, Vida.
 Bárbara Paloma



Margarida

18 maio 2017


Bem me quer,
Mal me quer,
Bem me quer,
Mal me quer,
Bem me...

São tantas pétalas que...
Sabe de uma coisa?
Vou colocar esta flor no cabelo, o coração no sorriso, e a alma nos olhos.
Pois bem me quero,
também te quero.
E esta flor está bonita demais!

Jazz

05 maio 2017


Um jazz tocando baixinho na noite vestida de estrelas.
Da janela, um vento frio, que deixo me acariciar os braços.
Deveria ir dormir? Talvez sim.
Quero ir? Quem sabe?
Se houvesse um bom motivo, talvez...
Poderia sonhar contigo... um bom motivo.

E o jazz baixinho vai tocando...

I found a dream, that I could speak to
A dream that I can call my own...

E meus olhos, lentos se fecham em busca de sonhos.
E meus olhos lentos, se fecham em busca dos teus.
E meus olhos se fecham...
Em jazz, em estrelas e palavras não ditas.

At last...




Rosas e Histórias

29 abril 2017



 Hoje meus queridos leitores, não farei poesia, mas falarei dela em forma de vida, ou melhor de duas vidas. Apresento-lhes Vó Louça e Vô Tião, as Rosas e Histórias da minha infância. Mas primeiro, deixe-me explicar os termos: Vô Tião, é na verdade Sr. Sebastião de João Antônio, pois aqui em Minas um nome sempre carrega outro nome, ou seja, o "João Antônio" é o meu bisavô, o pai do Vô Tião, que também pode ser chamado, pelos mais íntimos, de "Tiãozim de dona Louça", assim fica até mais bonitinho, ou melhor "bonitim". Ahh, e a história fica ainda mais meiga, a Dona Louça, é por registro Dona Nair, mas por amor Dona Louça, porque o Vô Tião, nos tempos de namoro, a apelidou carinhosamente de "Boneca de louça", por sua pele branquinha e seus olhos azuis. Lindo não é mesmo?! E se eu lhe disser que são quase 65 anos de casados? E que o Vô leva todo dia uma xícara de café na cama pra sua boneca de louça? É muito amor gente!

 O Vô, desde sempre, senta os netos no joelho canta a musiquinha do Cavalinho tum tum, e depois conta uma de suas histórias fabulosas que fazem a imaginação voar. Eu até hoje gosto de ouvi-lo contar seus causos de antigamente, com aqueles olhos, que escondidos pelos grossos óculos, parecem carregar um mundo inteiro de histórias, um mundo inteiro de sabedoria.  

 E a Vó, tem as roseiras mais bonitas que conheço e o cafezinho mais carinhoso que existe. Sempre que chego pra visitar ela me presenteia com um abraço e um doce "Cê veio criolinha!" numa voz mais fina que normal, e logo vem querendo agradar de todo jeito, um biscoitinho aqui, um bolo ali, um doce de leite. Aqueles olhos azuis aguadinhos, que se emocionam fácil, carregam um mundo inteiro de amor cuidadoso cheio de atenção para dar. 

 Ahh esses dois, as Rosas e Histórias da minha vida... como é bom esse amor!

 
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